11 de dez. de 2007

Pense nisso



Dois amigos estavam fumando maconha e foram pegos pela polícia. No dia do julgamento o juiz, que estava de bom-humor, disse:

- Vocês parecem ser boas pessoas, por isso lhes darei uma segunda chance! Ao invés de irem pra cadeia, vocês terão que mostrar para as pessoas os terríveis males das drogas e convencê-las a largá-las! Compareçam ao tribunal daqui uma semana, pois eu quero saber quantas pessoas vocês convenceram!

Na semana seguinte os dois voltaram e o juiz perguntou para o primeiro homem:

- Como foi sua semana, rapaz?

- Bem, meritíssimo, eu convenci 17 pessoas a pararem de consumir drogas para sempre!

- 17 pessoas? - disse o juiz, satisfeito - Que maravilha. O que você disse para elas?

- Eu usei um diagrama, meritíssimo. Desenhei 2 círculos como estes:

O o

Aí apontei pro círculo maior e disse:

- Este é o seu cérebro em tamanho normal... - e apontando pro menor - E este é o seu cérebro depois das drogas!

- Muito bem! - aplaudiu o juiz, virando-se para o outro sujeito - E você? Como foi sua semana?

- Eu convenci 234 pessoas, meritíssimo!

- 234 pessoas? - exclamou o juiz, pulando da cadeira - Incrível! Como você conseguiu isso?

- Utilizei um método parecido com o do meu colega. Desenhei 2 círculos como estes:

o O

- Mas eu apontei para o círculo menor e disse:

- Este é seu cu antes da prisão...

Olha que exemplo legal!!!



João e Mané

João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade. Naquele dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus por sua vida, seu trabalho e suas realizações. Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.
Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Teresa, a faxineira. Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões para tomar, reuniões com vários departamentos da empresa,contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi:

"Calma, faça uma coisa de cada vez, sem stress" (EU QUERO ESTE CHEFE!!!!!).

Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.

Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia.

Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação para vencer na vida.

Enquanto isso, no bairro mais pobre de outra capital, vive Manoel, ou Mané, como era mais conhecido. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mané foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado. Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.
Mané não tinha filhos e estava também sem uma companheira, pois sua terceira mulher partiu dias antes dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil.

Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa. Naquele dia, Mané bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão...e o dono do bar o colocou pra fora.

Sentado na calçada, Mané chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu e, após levá-lo para casa e curando um pouco o porre, perguntou a Mané:

-"Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?"

Mané então desabafou:

-"A minha família...
Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma 'vida miserável. Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo. Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma".

Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudante s. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:

-"Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?"

João emocionado, respondeu:

-"A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum, tínhamos uma vida miserável. Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma".

Moral da história:

O que aconteceu com você até agora, não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro, mas sempre segurando na mão de DEUS. Encare tudo como uma lição de vida, aprenda com seus erros e até mesmo com o erro dos outros.
O que aconteceu é o menos importante. O que realmente importa é o que você vai fazer com o que acontecer.

"Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é conseqüência."
(Albert Einstein)

Nunca fique devendo a um ADVOGADO!!!



Amit era um alto funcionário da corte do Rei Akbar.

Há muito tempo, nutria um desejo incontrolável de chupar os voluptuosos seios da rainha até se fartar.

Todas as vezes que tentou, porém, deu-se mal.

Um dia, ele revelou seu desejo a Birbal, principal conselheiro e Advogado do Rei, e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.

Birbal, depois de muito pensar, concordou, sob a condição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro, que aceitou o acordo.

No dia seguinte, Birbal preparou um líquido que causava comichões e derramou no sutiã da rainha, que o deixara fora enquanto tomava banho.

Logo a coceira começou e aumentou de intensidade, deixando o rei preocupado.

Médicos de todo o reiro foram chamados, mas nada resolveu. Birbal então disse ao Rei que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria aquela espécie de coceira.

Birbal também disse que essa saliva só poderia ser encontra da na boca de Amit.

O Rei Akbar ficou muito feliz e então chamou Amit que, pelas quatro horas seguintes, fartou-se em chupar à vontade os suculentos e deliciosos peitões da rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez o que sempre desejou. Satisfeito, ele se encontrou com o advogado Birbal queria receber o combinado.

Com seu desejo plenamente realizado e sua libido satisfeita, Amit se recusou a pagar ao advogado e, ainda por cima, o escorraçou e zombou de sua cara, pois sabia que, Birbal nunca poderia contar o fato ao rei. Mas Amit havia subestimado o Advogado Birbal. No dia seguinte, por vingança, Birbal colocou o mesmo líquido na cueca do rei.

Moral da História: Você pode ficar devendo pro mundo inteiro, até pro capeta.

Mas nunca, nunca mesmo, pense em dever para um Advogado.

Mulher não guarda rancor?


Essa prova que as mulheres não guardam rancores.

Após um longo período de doença, a mulher morre e chega aos portões do Céu.
Enquanto aguardava São Pedro, ela espiou pelas grades e viu seus pais, amigos e todos que haviam partido antes dela, sentados a mesa,apreciando um maravilhoso banquete.
Quando São Pedro chegou, ela comentou:
"- Que lugar lindo! Como faço para entrar?"
"- Eu vou falar uma palavra. Se você soletrá-la corretamente na primeira você entra; se errar vai direto para o inferno."
E ela respondeu:
"- Tá, qual e a palavra?"
"- AMOR."
Ela soletrou corretamente e passou pelos portões. Cerca de um ano depois, São Pedro pediu que ela vigiasse os portões naquele dia. Para surpresa dela, o marido apareceu.
"-Oi! Que surpresa! - disse ela. Como você está?"
"- Ah, eu tenho estado muito bem desde que você morreu. Casei-me com aquela bela enfermeira que cuidou de você, ganhei na loteria e fiquei milionário.Vendi a casa onde vivemos e comprei uma mansão. Eu e minha esposa viajamos por todo o mundo. Estávamos de férias, e eu fui esquiar hoje. Cai, o esqui bateu na minha cabeça e cá estou eu."
"- Como faço para entrar, querida?"
"- Eu vou falar uma palavra. Se você soletrá-la corretamente na primeira você entra, senão vai para o inferno."
E ele respondeu:
"- Tá, qual é a palavra?"
"- ARNOLD SCHWARZENEGGER..."

A gaivota doida por Doritos de queijo

Ela desenvolveu o hábito de roubar o salgadinho de uma loja. Ela espera o atendente se distrair, entra na loja e agarra o pacotinho. Lá fora, o pacote é rasgado e ela divide com os outros pássaros. Ela é uma "cliente" assídua. Detalhe: sempre pega o mesmo tipo de salgadinho. Os clientes começaram a pagar pelos pacotinhos roubados por acharem o fato muito engraçado. Prestem atenção na diferença da velocidade quando ela entra na loja e depois quando sai, já com o objeto do roubo. Ah, esses animais...

Quanto tempo a gente perde na vida?

Recebi este texto e achei por bem publica-lo aqui. Não há o que acrescentar, porque ele fala por si mesmo...







Sim, depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, etc.

Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros.
E aí, mais tarde, demora pra entender certas coisas.
E levamos um século para aceitar o fim de uma relação. E outro século para abrir a guarda para um novo amor.
Demora, também, pra dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes (aborrecentes) teimosos e dramáticos.

e demoramos para tomar uma decisão.
Quando, já adultos,
demoramos para perdoar um amigo,
demoramos para dizer a alguém o que sentimos,
E só aí a gente descobre que o nosso tempo não pode continuar sendo desperdiçado.
Até que um dia a gente faz aniversário. 37 ou 41 anos. Talvez 50 e tal....
Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.

Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado, no segundo tempo, e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro. Ou fazer tabelas desnecessárias.
Quanto esbanjamento.
Pois tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto.
E esquecemos que não falta muito pro jogo acabar...
Sim, é preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura,
sem muito desgaste,
sem muito discurso.

E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando.
Não esperam sentadas, não ficam dando voltas e voltas.
E não necessitam percorrer todos os estágios.
Não desperdiçam mais nada.
Queimam etapas.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito?
Beije-o primeiro e veja se ele, realmente, interessa e transmite algum sentimento.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para degustar um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.

O maior possível!
Pra enrolação, um atalho.

By Martha Medeiros

CONSTRUA A SUA BORBOLETA


É só um ano que está terminando.
Não é a vida.
Portanto, pare de correr, desacelere, desestresse-se. Deixe para amanhã o que você não precisa fazer hoje. Vá com calma no trânsito, coma devagar, seja amável com as pessoas, ligue para alguém que gostaria de ouvir a sua voz, cante uma canção de amizade no telefone. Cante no chuveiro. Demore-se um pouco mais no banho, no vestir-se, no papo com o porteiro do edifício, no cafezinho com os amigos.

É só dezembro.
Não é o fim dos tempos.
São estrelas de Natal essas luzes que brilham nas vitrinas e nas casas. São canções de paz esses sons que inundam as noites do nosso verão. São mensagens de amor esses cartões que decoram as paredes dos escritórios. Observe-as. Ouça-as. Leia-as. E medite sobre o valor da sua visão, da sua audição, da sua sorte em ter sido contemplado com um cérebro e com a capacidade de decifrar os signos da comunicação.
É só mais um dia. Não é o último dia da história da humanidade.
Até o final da semana ainda dá para cometer uma generosidade. Dar um presente para alguém que não está de aniversário. Levar chocolate para casa. Fazer um afago no cachorro do vizinho. Distribuir abraços inesperados. Surpreender. Copiar um poema para um amigo (quem sabe até para um inimigo).
É apenas mais um dia. Não é o dia D, nem a hora H.
Ignore o relógio, encontre um tempinho para brincar com seu filho. Pare para vê-lo jogar. O presente de Natal vai ficar velho, pode até quebrar. A lembrança da sua companhia e de cada gesto de carinho ficará para sempre.
É tempo de parar, não de correr. As férias já esperam na primeira esquina do novo ano. Observe a natureza e perceberá que ela continua operando no ritmo de sempre. As árvores não florescem mais depressa porque é dezembro, nem os pássaros se atropelam porque o ano vai terminar.
Na verdade, dezembro não é fim de nada.
É apenas mais um casulo que o bicho-da-seda do tempo construiu lentamente.
Dele vai sair a borboleta que cada um de nós imaginar.

(Nilson Souza)

(Jornal Zero Hora )

Na história da humanidade, três homens andaram sobre as águas:

- O primeiro foi Jesus Cristo; - O segundo foi Pedro; - E o terceiro foi o Sidicleisson Esse carinha da foto abaixo > > > > > > > > >

10 de dez. de 2007

Senhora é a vovozinha!


Senhora, eu?

Senhora é a vovozinha. A sua vovozinha, porque a minha continua amassando pão e revolvendo a horta! E ainda pisca o olho para o gerente do banco, a danadinha.

Quando foi que começaram a me chamar de senhora?

Será que eu sei?

Será que foi quando aquele rapaz me deixou passar na frente na fila do supermercado?

Será que foi quando eu fui pintar o cabelo, não para ficar "fashion", mas para esconder os brancos?

Será que foi quando passei chispando pela lojinha de jeans e entrei na de roupas clássicas?

Será que foi quando eu comentei com o colega mais novo que ele tinha que sair mais porque, afinal, no meu tempo a gente saía de montão?

Será que foi quando bocejei desesperadamente naquela festa, louca pelo meu pijama velhinho e os meus lençóis de algodão?

Será que eu sei?

Será que foi quando escolhi a estação de águas para passar o feriadão?

Será que foi quando me escandalizei com o beijo daquele casal na rua?

Será que foi quando disse "antigamente" pela primeira vez?

Será que foi quando parei de usar calcinha cavada?

Será que foi quando decidi pelo marrom ao invés do pink?

Quando foi mesmo que começaram a me chamar de senhora?

Será que foi quando perdi a paciência com aquela criança no restaurante?

Será que foi quando parei de passear a esmo?

Será que foi quando me senti satisfeita com apenas um abraço e um “boa noite”? E dei graças a Deus?

Será que foi quando me resignei com aquela injustiça?

Será que foi quando disse sim quando queria dizer não?

Será que eu sei?

Quando? Quando foi que começaram a me chamar de senhora?

E quando foi, meu Deus, que eu comecei a aceitar?


Sara Maria Binatti dos Anjos

Natal triste



Desajustado dentro da atualidade passeei rapidamente pela feirinha do Parque Teófilo Dantas somente para receber a impressão do que ia na alma do povo neste Natal de 1948.

Mais tristeza, mais desconsolo do que alegria. Somente as crianças e os namorados davam expansão aos seus sentimentos que a idade e a situação não podem recalcar.

Os homens a quem as responsabilidades adquiridas com os cabelos. brancos e os encargos encheram de preocupações de ordem moral e econômica percorriam as alamedas do Parque iluminado como desconfiados fugitivos ou pássaros acossados pela tempestade em perspectiva. Não podiam esconder a atribulação e o desalento que lhes iam no interior. Qualquer coisa de misterioso se lhes estampava nas fisionomias abatidas.

O homem da rua e dos campos, que se esgota no trabalho de sol a sol, sem a proteção que a outros é outorgada com o mínimo de prodigalidade oriunda da abastança, passou o Natal com a alma torturada pelo espectro da miséria que lhe vem rondando o lar.

Em qualquer lugar que se penetre, hoje, ouvem-se, num crescendo atordoante, as queixas dos vencidos, em maioria, pela situação calamitosa em que se encontram, sem trabalho remunerado de acordo com as exigências do estômago, tendo, ainda, diante dos olhos espantados, a perspectiva de futuro mais negro e desolador do que o presente.

As injustiças sociais, o abandono criminoso, a falta de eqüidade, a sonegação da terra para o amanho, a prepotência como arma para a implantação de exóticas ideologias liberticidas, a mentira e o egoísmo prostituindo o conceito legítimo da Democracia, levaram o homem atual, a quem negam a solução dos seus problemas capitais, ao descoroçoamento e à miséria.

A vida para o homem pobre, esmagado por insignificante minoria poderosa, tomou-se um martírio comparável àqueles que não poderiam escapar à pena de Tolstoi e Dostoiewsky.

Nas capitais, nos subúrbios, nas cidades do interior, o espetáculo da mendicância é apavorante. Esmolam muitos não por doença mas por falta de trabalho o homem do campo foi enxotado da roça em que mourejava de manhã à noite porque o dono da terra, do vasto latifúndio, suserano absoluto e implacável, precisou alargar a superfície das pastagens ou não conseguiu saciar a besta da volúpia na pureza virginal da fIlha honesta do rendeiro.

Alguns pobres lavradores, com tratos de terra de apreciável uberdade, não contaram com o auxílio necessário no sentido de ará-los e melhorar a sementeira.

Os propósitos do governo, que dispõe das verbas próprias para o fomento necessário, têm as suas preferências que não atingem a coletividade agrária.

Daí, como se vê, à falta de estímulo e proteção - a deserção do camponês para a ilusão de outras terras ou a busca de centros urbanos, muitas vezes com família numerosa, onde mais difícil se lhe torna a situação pelo desencontro profIssional.

Cresce, por isso mesmo, pela superpopulação urbana, inábil, o número de desocupados, de falsos mendigos, de ladrões primários e engrossam as fileiras do meretrício que é a conseqüência da fome de mãos dadas à vaidade estimulada pelos rufIões de olho vivo a serviço de frascários endinheirados.

O Natal de 1948 foi de tristezas e apreensões. O Parque Teófilo Dantas quase deserto. O dinheiro foi escasso para a maioria. Muito lar não viu o costumeiro bolo de Natal.

Os pais humildes, tantos funcionários do Estado, privando-se de um pão à mesa, levaram os filhinhos — estes na inconsciência feliz das necessidades do lar onde mora hoje a melancolia - para um simples giro de carrossel.

Moças pobres, de fábricas e de escritórios, ainda mostravam os últimos feitiços da beleza extenuada, exibindo lindos vestidos comprados a prestações, enquanto o patrão, enriquecendo com o câmbio negro, talvez se banqueteasse, no lar festivo, atraindo mancebos maneirosos com a promessa de dotes opulentos.

E lá fora, na Ásia, na Europa e em qualquer parte da América, talvez se processe neste instante nova conflagração para aniquilar o Mundo.

(Correio de Aracaju - 29/12/48)

Zozimo Lima
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