7 de set. de 2008

Ser ou não ser

Às vezes me dá uma vontade tão grande de deixar cair a máscara e me mostrar frágil, sensível e medrosa... Mas não posso. Sempre esperam de mim mais do que sou capaz de oferecer. E mesmo assim ofereço... Esperam respostas... e mesmo sem tê-las, respondo. Esperam que eu assuma comandos... e mesmo sem coragem, assumo. Esperam a palavra que impulsiona... e mesmo emudecendo, impulsiono. É preciso enfrentar o medo com um sorriso nos lábios e a alma dilacerada. Afinal, quem vê minha alma? Essa só eu sinto.. só eu vejo... Só eu sei...

Minha alma

Minha alma garante estar bem, descobri isso ao fazer uma viagem ao redor do meu ser... Passando pelas recordações, pensando no destino.. A única coisa que é certa agora é o presente. Confesso (que nestes dias de Setembro, a inspiração não me tem invadido. Pouco ou nada tenho escrito ultimamente... no entanto ontem decidi fazer um pequeno esforço e passar para o papel pelo menos uma parte dos meus pensamentos. Já percebi que sou uma pessoa inconformada com tudo, talvez um pouco ambiciosa, mas tudo me parece um teatro, nem sei se acredito em destino, sempre estou em alguma estrada. Estrada que se chama anos e experiências. O mais importante nisso é que nunca caminhamos sozinhos e neste momento me sinto feliz por saber que não caminho só. Nenhum ser humano é como uma ilha, ninguém está só! A solidão é um estado de espírito e Deus sempre está do nosso lado, ou melhor, sempre está nos carregando no colo. Enfim acho que é isso. Vou terminar com algumas palavras que passaram pela minha cabeça neste momento.. Perto... Dia após dia... Campainha... Saudade... (In)conformada... Aprendendo a viver... Espero um dia deixar de esperar... Fotografia...

4 de set. de 2008

Depressão. Onde está?

Eu era uma mesa novinha. Bonita. Feita pelas mãos do melhor carpinteiro do mundo... Fui entalhada com amor, com matéria prima de qualidade. Nasci forte. Meus detalhes foram esculpidos com sentimento, com o carinho das mãos do meu pai. Não há outra mesa como eu em toda Terra. Participei de bons momentos. Ajudei muito. Estive presente nos tempos de alegria e nos tempos de dificuldade. Sempre firme, segurando tudo e a todos. Jamais rejeitei uma carga, mesmo que estivesse acima da minha capacidade... Quanto significado tive na vida dos que me rodeiam! Participei do progresso, da luta. Recebi lágrimas e risos. Sempre me doei e sei que se não estivesse ali, faria muita falta. Mas, como sempre estava, quase nunca era notada. E assim transcorreu minha vida. Como a vida da maioria das mesas: sempre muito participante, cooperando, mas sem reclamar muitos cuidados. Afinal a função da mesa é servir. Mas o tempo passou, e com ele, e a falta de cuidado, fui me desgastando. Minhas quinas um pouco rachadas tornaram-se ásperas. Às vezes, acabava ferindo alguém, mas não era de propósito. Talvez, se tivessem me restaurado no início, eu voltasse a ser bela e útil como antes. Mas a vida é tão corrida e não há tempo a perder com restaurações... Mesmo apesar do desgaste, do mau uso e da falta de cuidado, prossegui em minha missão, doando o melhor de mim. As pessoas ao redor acostumaram-se com minhas arestas e, para evitar um ferimento, desviavam-se de mim. Quando necessitavam, chegavam com cautela para que não houvesse atrito entre nós Apesar do meu esforço em resistir, pude perceber que algo me roía por dentro. Já não tinha a mesma força de antes. Sentia minhas pernas fraquejarem ao menor peso. Meu tampão antes tão belo e forte, agora cheio de manchas e rabiscos, parecia afundar em si mesmo.Senti medo, pois não sabia o que estava acontecendo, mas ainda queria servir e estar presente. Um dia, quase sem perceber, desmoronei. Todos dão uma desmoronada, um dia. O peso era pequeno, mas para mim parecia uma tonelada! Quebrei o que estava sobre mim e também algumas coisas à minha volta. Feri os que eu mais amava, pois estavam mais próximos na hora da queda. Todos me olharam com espanto, alguns com indignação, outros com raiva.Ninguém esperava aquilo. Nem eu. Mas já havia sido devorada, em meu interior, por bichinhos rápidos e silenciosos chamados “cupins”. Os cupins costumam deixar uma “sujeirinha”, mas a pressa, às vezes, nos impede de parar e socorrer a mesa antes que ela desabe. Afinal ela ainda está servindo para a sua finalidade... Sabe, moça, esse cupim se chama DEPRESSÃO. A mesa sou eu. A mesa é você. É sua mãe que lhe importuna. É seu avô que reclama demais. É seu filho rebelde. É seu namorado ciumento e estressado. É o desemprego. O marido ausente e pessimista. É a esposa impaciente. Relendo a história da mesa, você poderá considerar sua própria vida, e a vida daqueles que a cercam. Estamos caminhando para o mesmo fim? Eu lhe digo. Mesmo que sua mesa tenha caído, mesmo que ela tenha quebrado muitas coisas e pareça imprestável; mesmo que vá dar muito trabalho consertá-la, CONSERTE-A! Não descarte seus pais, seus filhos, seu cônjuge, seus amigos. Não descarte a si mesma! É possível a restauração! A pessoa deprimida é aquela que doou tudo de si, que esvaziou-se por completo para alcançar algo que ela considerava um bem... A pessoa deprimida precisa de companhia. Alguém que ajude a encontrar o melhor material para preencher os vazios que a depressão causou. Que ajude a aparar as arestas. Alguém que a queira nova outra vez. Se, para todo bem, há uma participação Divina, Deus neste momento está providenciando o necessário para que você encontre forças e alternativas para ajudar. Se você está em depressão, erga os olhos. A ajuda vem do alto. Mas também vem dos lados: de um abraço, uma conversa, uma carta, um e-mail. Lembre-se de que, para Deus, tudo é possível. É POSSÍVEL SER UMA MESA NOVA! “A depressão é uma travessia..Um estado de espírito.. Um momento... Ela pode durar muito ou pouco. Mas, em qualquer das hipóteses, fica mais fácil na companhia de Deus, da família,e dos amigos verdadeiros. Confie!

CARTA DE UMA MÃE PORTUGUESA

Lisboa, Portugal... Querido filho Manuel Joaquim: Escrevo-te esta linha para que saibas que a mãe está viva. Vou escrever bem devagar, pois sei que não consegues ler depressa. Caso estejas sem tempo de escrever à mãe, manda uma carta dizendo que quando estiveres mais tranqüilo vais mandar notícias. Se tu viesses hoje aqui em casa não irias reconhecer mais nada, porque mudamos. Temos agora uma máquina de lavar roupa. Mas não trabalha muito bem. Na semana passada pus lá 14 camisas, apertei o botão e nunca mais as vi. Vai ver que esta marca Hydra não é das melhores. Tua irmã Maria está grávida. Mas ainda não sabemos se vai ser menino ou menina. Portanto, não podemos te dizer se vais ser tio ou tia. Teu pai arranjou um bom emprego. Tem 2300 homens abaixo dele. É o responsável pelo corte da grama do cemitério. Quem anda sumido é teu tio Venâncio, que morreu no ano passado. Lembra-te do teu tio Joaquim? Então... afogou-se no mês passado num depósito de vinho. Oito compadres dele tentaram salvá-lo, mas o tio lutou bravamente contra eles. O corpo foi cremado há duas semanas. Levaram oito dias para apagar o incêndio. Os engarrafadores de refrigerante aqui finalmente tiveram a grande idéia de colocar uma indicação na tampinha, dizendo "abra por aqui". Facilitou-nos muito a vida. Espero que os daí façam a mesma coisa. Caso esteja difícil para ti, a mãe te manda algumas garrafas. Teu irmão, João Manuel, continua o mesmo de sempre. Semana passada fechou o carro com as chaves dentro. Perdeu um tempão indo até a casa pegar a cópia da chave, para poder tirar-nos todos de dentro do automóvel. Estava um calor de rachar. Por falar em calor, o tempo aqui está muito estranho. Esta semana só choveu duas vezes. Na primeira vez choveu durante 3 dias. Na segunda vez choveu durante 4 dias. Esta carta te mando através do Gabriel, que vai amanhã para aí. A propósito, será que podes pegá-lo no aeroporto? Lembrei de uma coisa importante. Terás um problema para falar com a mãe, caso decidas escrever-me. Não sei o endereço desta casa nova. A última família que morou aqui, antes de nós, também era portuguesa e levou a placa da rua e o número da casa para não precisar mudar de endereço. Se encontrares a Teresa, dê-lhe um alô da minha parte. Caso não a encontres, não precisas dizer nada. Adeus. Tua mãe que te ama. Fátima Manoela da Alcova P.S.: ia mandar-te 2000 euros, mas fica para outra vez. Já fechei o envelope.

Plástica frustrada

Modelo processa cirurgião por não ter alinhado os bicos dos seios, mas cirurgião insiste que eles aparentam estar alinhados

14 de ago. de 2008

É difícil

É..são varias dificuldades.. Eu ja sabia que ia passa por muiitaas ..mas PASSAR mesmo por elas ..é bem diferente.. Tudo começo no dia 13 de junho ..na verdade,umas dores não explicadas já me acompanhavam a 2 chatos meses,más enfim ..a noticia que realmente mudará minha vida veio no dia 13. Cancêr, uma doença séria que com certeza eu nunca teria..antes daquele dia 13 eu via essa palavra assim,agora, continua sendo uma doença séria..a diferença é que eu tenho. Nenhum pouco parecido com nada foi a sensação de ver aquele homem de avental vindo em direção a mim com o meu exame de sangue e uma cara amarrada. Ver meu marido chorando depois das tão temidas palavras sairem da boca do mesmo ..foi horrivel. Você esta com cancêr..eram 4 palavras que eu tinha que saber aceitar e lidar da melhor forma possivel..graças a Deus estou sabendo. Cada dia é um novo dia.com novas coisas ..no meu caso ..novos desafios,más sem duvida nenhuma ..novas vitorias. Desde do segundo dia que descobri que estava doente..desde aquele momento ..eu nunca tive nenhuma duvida de que vou ser curada. São dois anos de tratamento.Vão ser,ou melhor, estão sendo dois anos dificeis..não tenho duvidas que vou sofrer bastante más também não tenho duvidas que daqui dois anos vocês vão ler um texto muito maior que esse escrito TUDO que eu passei nesses dois anos de tratamento escrito por mim. Chato ...é pensar que tem muiita gnt por ai ..que nao aproveita o seu tempo ..aah se eles soubessem o q eh simplismente nao ter esse tempo q eles jogam fora.

Pai

Pai, te amo! Te amo por tudo E por nada do que me fizestes. Te amo pelo que me ensinastes E pelo que te ensinei. Também pelas palavras que sempre Quis ouvir de ti, Sem, no entanto, no momento Não poder ouvir mais. Te amo por cada minuto Que passei a teu lado E por cada lágrima Derramada na tua ausência. Te amo pelos abraços apertados. Pai, é tão simples te amar, Basta me sentir em ti E te ter em mim no coração Apesar de acreditar Que a Morte não existe Que apenas, trocamos nosso Corpo fisico pelo espiritual, e que vamos nos encontrar, sinto demais sua Falta meu Pai!!! Te amo,Um dia vamos nos encontrar.
# Nandinha ) õ// feminino, solteiro(a) São Paulo, Brasil enviar mensagem enviar cantada + favoritos + paqueras + gatos & gatas ignorar usuário denunciar abuso « menos mais » perfil recados fotos vídeos depoimentos Apps BuddyPoke! Vou, Não Vou! Meus Momentos .. OyO músicas Meus Amigos Euzinha « menos mais » OI NANDA, TD BEM,FILHA????? queria te mandar umas imagens com seu nome,que eu fiz, mas não consigo porque o seu orkut está bloqueado para mim. Beijos Continuo te amando do mesmo jeito enviar recado visualizar adicionar foto dicas de recados visualizar Privacidade solicitada pelo dono Você não pode enviar recados para # Nandinha ) Você não pode criar este recado.(bloqueado) cancelar nenhum recado seu primeira | < anterior | próxima > | última | Sobre o orkut | Acesse orkut.com | Blog | Desenvolvedores | Centro de segur

Estranhamente...

Estranhamente... Há momentos em que parece que nada vale a pena. Que tá tudo errado! Basta uma palavra, um gesto, pra desencadear de dentro de si tudo que vc aguenta calada, tentando ser forte, tentando não ver o que incomoda em vc, tentando parecer que tudo é muito fácil. Fácil é não perceberem que nada é fácil pra vc. E dá uma vontade danada de chorar... choro! Conforto-me... ninguém mais do que eu pra entender minhas lágrimas, as angústias que disfarço, a ansiedade que me testa e a esperança que me motiva a fazer dos momentos difíceis só mais um dos muitos momentos que a vida nos oportuniza experimentar. Mas é engraçado como o sofrer nos convida a ficar. Estranhamente dá vontade de vc ficar ali chorando, remoendo amarguras, procurando culpas ou desculpas. Ouço os suspiros dentro de mim. Estranhamente...
Sim, eu ainda acredito que o mundo possa ser cor-de-rosa. (Cor-de-rosa não, na verdade não gosto de cor-de-rosa e nunca tive uma vida cor-de-rosa). Digamos que eu ainda acredite que o mundo possa ser amarelinho, como o sol e como a cor da roupinha que vestia ao sair da maternidade. Um mundo perfeito ao meu redor... É sim... eu ainda acredito que pessoas possam se aproximar de mim simplesmente pelo que sou, por ter algo de bom que as tenha trazido até mim e não para sugarem algo de mim. Eu ainda acredito que ao meu redor possam ter pessoas que me queiram bem, que sorriam comigo e para mim e que se preocupem em que tudo dê certo. Eu ainda acredito em amizade, amor e respeito entre os seres humamos. Por acreditar nestas coisas todas já sofri, chorei e me decepcionei muito. Não poucas as vezes, sou chamada de ingênua e me sinto uma boba aos meus quase 50 anos. Ainda teimo em acreditar que todo bom sentimento que eu tenha por alguém possa ser recíproco, sem me dar conta de que muitas vezes amo unilateralmente, preocupo-me unilateralmente, muitas vezes só eu ainda sou a amiga... e ainda não percebi. Só aquela pessoa ainda me é muito querida... a recíproca nem sempre é verdadeira. Apesar de tudo isso, ainda tento acreditar neste mundo e nas pessoas. Mas isto confunde a gente. Por vezes enfraquece nossos mais lindos sentimentos de reciprocidade pelo outro. Isto endurece o coração da gente. Por vezes vc percebe que após cada decepção vc passa a amar um pouco menos. Muda-se a essência, aumentam-se as defesas e armaduras, seu olhar passa a ter um "quê" de desconfiança, o tal do "pé atrás" se faz sempre presente. E as relações vão se tornando bem menos calorosas, as pessoas bem mais reservadas e fechadas em si mesmas, aprisionando-se. Mas este meu mundo amarelinho ainda existe sim. É bem pequenininho, mas nele moram outras pessoas que tb fazem sua parte para um mundo mais gostoso de se viver. Almas irmãs, que escolhem-se abraçar... os amigos de verdade, em quem posso confiar. São poucos, são bem poucos... mas existem e são o sol do meu mundo amarelinho e quase perfeitinho.
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