25 de jul de 2007

FALSO FINAL DE CHAVES

CHAVES ENTRA PULANDO CORDA) Chaves: Vinte e três, vinte e quatro, vinte e cinco, vinte e seis... (SEU MADRUGA SAI DE CASA E FICA PRESO NA CORDA DO CHAVES) Chaves: Vinte e seis... vinte e seis... Madruga: Tinha que ser o CHAVES de novo! Chaves: Foi sem querer querendo! Madruga: (IMITANDO CHAVES) Foi sem querer querendo... Sai da frente! (EMPURRA CHAVES, VAI EM DIREÇÃO À PORTA DE DONA FLORINDA) (MADRUGA BATE NA PORTA, KIKO ABRE) Kiko, faça o favor de chamar sua mãe. Kiko: Da parte de quem? Madruga: Ora, como da parte de quem, da minha! Kiko: Minha mamãe não está, ela saiu com o professor Girafales. (KIKO APONTA PARA A SAÍDA DA VILA) Mas olha, ali vem ela... (FLORINDA E GIRAFALES ENTRAM JUNTOS, UM OLHANDO PARA O OUTRO) Madruga: Com licensinha, com licensinha... (SE APROXIMA DE FLORINDA). Madruga: Dona Florinda, preciso falar com a senhora urgentemente. Florinda: Mas o que é que esta gentalha quer justo agora? Madruga: É justamente isso, Dona Florinda. Estou cansado. Cansado de ser espancado pela senhora. Cansado de ser tratado como lixo. Cansado de receber bofetadas que não mereço. Eu não sou gentalha. A senhora é gentalha. Minha vida se tornou um inferno. A culpa é sua, dona Florinda. A senhora vai pagar com a vida, Florinda. Com a vida! (MADRUGA SACA UMA ARMA) (KIKO VOA EM DIREÇÃO À ARMA) Kiko: Nããão!! (MADRUGA DISPARA. KIKO SALVA FLORINDA MAS É ATINGIDO PELA BALA) Florinda: Tesouro!! (FLORINDA E GIRAFALES TENTAM ANIMAR KIKO, QUE SANGRA SEM PARAR NO CHÃO) Madruga: Foi... Foi um acidente... Eu não queria matar o garoto! Eu.. Eu juro! Não posso mais viver nesse mundo cruel! A morte me espera! (MADRUGA ATIRA CONTRA A PRÓPRIA CABEÇA, O CRÂNIO EXPLODE, CÉREBRO E SANGUE JORRAM SOBRE O PÁTIO DA VILA) Kiko: (MORRENDO) Eu... Consegui... Salvá-la... Seja... Feliz... Mamãe... (MORRE) Florinda: (EM PRANTOS) Nãããão!!! Por que, Senhor?! Por que me amaldiçoaste com essa desgraça!? Primeiro meu marido, agora meu tesouro! Tudo culpa dessa.. dessa gentalha! (FLORINDA FICA INSANA, SALIVANDO, CHUTANDO O CADÁVER DE MADRUGA) Kiko: (DIZENDO SUAS ÚLTIMAS PALAVRAS ANTES DE MORRER) Gentalha... Gentalha! Pfft! Girafales: (ACALMANDO FLORINDA) Acalme-se dona Florinda, não podemos fazer nada. Só nos resta jogar os corpos no poço do outro pátio... Antes que o seu Barriga chegue. (SENHOR BARRIGA APARECE) Barriga: Tarde demais. Já estou aqui. E pude ver tudo. Eu sabia que um dia isso aconteceria. Eu percebi que as pessoas dessa vila eram como bombas-relógio emocionais, e que mais cedo ou mais tarde a bomba iria explodir, e o sangue dos inocentes iria jorrar. Eu liguei para a polícia, eles estarão aqui em breve. (CHIQUINHA APARECE) Chiquinha: Ei Chaves, vamos brincar de barquinhos de papel? Eu tenho um bar.... . Senhor misericordioso, esse cadáver... Chavinho... Esse cadáver é do meu papai? Chaves: (BALANÇANDO A CABEÇA DIZENDO NÃO) Sim. (CHIQUINHA COMEÇA A CHORAR) Chiquinha: Uáááá, uáááá... Eu... Vou... Contar tudo... Pra minha bisavô... Vou falar... Que me bateram... E que me chutaram... E que explodiram a cabeça do meu papai... E que me deixaram órfã! (DONA CLOTILDE SAI DE SUA CASA PELA JANELA. SEU CORPO ESTÁ EM CHAMAS) Clotilde: Acidente! Acidente doméstico! Fogo! Fogo! Queimando minha carne! Me ajudem! (CLOTILDE MORRE CARBONIZADA EM PÉ MESMO. NINGUÉM NEM OLHA PARA ELA) (A POLÍCIA CHEGA) Barriga: Finalmente vocês chegaram. Levem todos. Todos, menos aquele ali (APONTA PARA CHAVES), ele não tem culpa de nada. (A POLÍCIA, INTERPRETADA POR FIGURANTES DA ESCOLINHA, LEVA TODOS COM EXCESSÃO DE CHAVES) (BARRIGA ESTÁ SOZINHO COM CHAVES) Barriga: Chaves... Eu... Eu não sei como lhe dizer isso... Eu estava esperando o melhor momento para lhe contar... Mas agora não vai mais fazer diferença... O seu Madruga... O seu Madruga é seu verdadeiro pai. (MÚSICA TRISTE NO FUNDO. UMA LÁGRIMA CAI PELO ROSTO DE CHAVES) Barriga: Seu Madruga nunca tinha dinheiro para me pagar porque ele me pagava para eu deixar você viver na vila... Ele pedia para que eu não contasse nada a você... Ele se deliciava torturando você... Deixando você passar fome e frio... Aquele monstro, fazendo isso com o próprio filho... Eu... Sinto muito Chavinho. Você não pode ficar mais na vila. Vou demolir esse lugar para construir um bordel. (A ILUMINAÇÃO DIMINUI. A MÚSICA TRISTE AUMENTA. CHAVES PEGA UMA TROUXINHA COMEÇA A ANDAR DE CABEÇA BAIXA PARA FORA DA VILA) Barriga: Ei Chaves... Até a vista, Chaves... (CHAVES SE DESPEDE ABRINDO E FECHANDO A MÃO, E VAI EMBORA) (BARRIGA DEITA-SE NO CHÃO E COMEÇA A CHORAR) Barriga: O que foi que fiz... A ganância me corrompeu e fez de mim esse homem mesquinho e sem honra que sou hoje... O mundo seria melhor se eu não existisse... Ó Deus, mata-me! (UMA PEDRA DE ISOPOR CAI DO CÉU SOBRE SEU BARRIGA. MUITO SANGUE SAI DE SUA BOCA) Barriga: Fui... Atingido... Por... Um meteoro! (MORRE) Apenas a voz do seu Madruga (AGORA FANTASMA): AEROLITO! AEROLITO! (CLAQUE DE RISADAS. APLAUSOS.) (FADE OUT) (FIM)

Um comentário:

Camiseta Personalizada disse...

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