15 de jul de 2009

Morte Inventada

Alienação Parental O documentário "A morte inventada", do diretor Alan Minas é um bom filme que trata do tema "alienação parental", com depoimentos importantes. Muitas pessoas têm suas vidas destruídas por causa disso e o pior de tudo é que por mais que os pais sofram quem realmente é sacrificado é o filho. No meu ponto de vista hoje essa é uma situação que muitas pessoas vivem depois que se separam, acho que antigamente ela era mais vivenciada pelos homens, mas hoje muitas mulheres passam pelo mesmo problema. Além disso, acredito no amor que todo genitor tem pelo seu filho, seja ele pai ou mãe, creio que os alienadores muitas vezes não têm idéia do que estão fazendo, eles transmitem a decepção, o desprezo e a raiva que sentem por seus antigos parceiros para seus filhos. Muitas pessoas não conseguem lidar com a separação, pois ela gera muita dor e sofrimento, mas por mais difícil que ela seja, poupar a criança é fundamental. Laços entre homens e mulheres são eternos enquanto duram, mas entre pais e filhos devem ser inquebrantáveis, ninguém tem o direito de querer mudar isso. Infelizmente nem sempre é o que acontece, pois são muitas as pessoas que usam seus filhos como arma de vingança contra seus ex-conjugues, elas matam a imagem do antigo parceiro, destroem tudo que for referente a ele, querem esquecer que o tiveram em suas vidas, deixá-lo para trás. A grande pergunta é e o filho? Como essas pessoas podem querer que esse filho faça o mesmo? Perder um pai ou uma mãe quando eles realmente morrem é trágico, deixa muita dor na criança, agora imaginem matar um dos progenitores em vida? Matar a imagem daquela pessoa que por instinto natural deveria ser uma referencia? Não é justo! Não é amor! Mata a criança também, pois rouba dela um laço que deveria ser eterno, sem limitações e sem culpas. Após a separação de um casal, cabe aos ex-parceiros entrar em comum acordo para definir as bases para uma boa convivência com os filhos provenientes daquela união. Ao contrário disso, o que encontramos e em profusão, são verdadeiras batalhas que tendem a se estender às instâncias judiciais durante a disputa pelo direito de convívio com a criança. Esses embates podem encobrir sérios distúrbios de comportamento, onde o que realmente impera é o objetivo de afastar definitivamente seu ex-cônjuge do convívio da criança, como simples instrumento de vingança e punição pelo fim do relacionamento. Para isso, todos os recursos são utilizados, desde comentários negativos a respeito do ex-companheiro na frente da criança, desqualificando-o, até a situação limítrofe de acusá-lo judicialmente de ter cometido algum tipo de abuso, emocional, Psíquico ou físico, causando graves e irreversíveis danos a todos os envolvidos, principalmente à criança. A esse tipo de distúrbio de comportamento dá-se o nome de Alienação Parental. A pessoa que promove o afastamento da criança do ex-cônjuge é chamada de progenitor alienador; e a outra, afastada do convívio do filho, é chamada de progenitor alienado. Esse tipo de comportamento não é recente, mas só foi classificado e descrito pela primeira vez na década de 80, pelo psiquiatra infantil norte-americano Richard Gardner. Segundo ele, a alienação parental “resulta da combinação entre a programação (lavagem cerebral) feita pela doutrinação de um progenitor com a própria contribuição da criança em vilipendiar o progenitor alienado”. O alienador modifica as percepções de seus filhos por diversos meios com o único objetivo de dificultar, impedir e romper o vínculo com o outro progenitor. A criança passa a vê-lo sob a ótica do progenitor alienador. A raiva, o ódio e o desprezo tornam-se atônica da relação entre ambos. Em mais de 92% dos casos de separação, a guarda das crianças é de responsabilidade da mãe. Assim, por conta dessas estatísticas, é comum encontrar em diversas literaturas a referência da figura materna como alienadora. Mas, é importante salientar que também são comuns os casos onde o pai exerce o papel de alienador e os filhos são usados como instrumento de vingança. Crianças filhos de pais separados gostariam de vê-los juntos e, se separados, sem brigas. Elas precisam de pai e de mãe. É necessário que os pais entendam que, juntos ou separados, eles são obrigados a renunciar a muitas coisas em benefício de seus filhos. Abdicando de seu egoísmo, os pais devem fazer o possível para que seus filhos convivam com eles, mesmo se separados fisicamente. Isso é possível. Ás vezes, é muito difícil

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